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Costa Rica e Caribe 2011(7ª Viagem)

Diário de bordo – Viagem Grupo Travessias Brasil – América Central 2011

Guatemala – Roatan(Caribe Honduras) – Nicarágua – Costa Rica

Participantes:1 – Osni – Florianópolis / SC
2 – Vitória – Florianópolis / SC
3 – Roberta – Florianópolis / SC
4 – Giovani – Blumenau / SC
5 – Andréia – Blumenau / SC
6 – Isaura – Esteio / RS
7 – Neusa – Novo Hamburgo / RS
8 – Flavio – São José / SC
9 – Marcia – Florianópolis / SC
10 – Teresinha – Curitiba / PR
11 – Evanice – Curitiba / PR
12 – Marcos Pinheiro – Florianópolis / SC

Dia 13 de maio, sexta feira
Faríamos 13 vôos, só falta o Z…..
Ano de 2010, o grupo que foi para a viagem Costa Rica e Panamá, gostaria de voltar, decidi fazer uma viagem diferente, para que todos pudessem voltar. Em 2006 eu tinha viajado como mochileiro pelos 7 países da América Central, isso me possibilitou escolher os melhores destino para nossa viagem. Em uma navegação de sofá, descobri o Hotel Ilha da Fantasia em Roatan, o Augusto de Salvador ficou insistindo que esse teria que ser nosso destino! Valeu Augusto!
Embarcamos as 19:50h em Florianópolis de onde partiu a maioria dos viajantes.
As 21 horas, desembarcamos do Airbus A 319, estávamos em São Paulo, nos encontramos com quem veio de Curitiba, só faltavam as colegas de Porto Alegre que chegariam mais tarde.
Parte dos colegas decidiram por dormir em um hotel dentro do aeroporto, são pequenas cabines para 2 pessoas, o suficiente para dormir.

Dia 14 de maio, sábado.
As 3:15h fui acordar os colegas para nos apresentarmos no balcão da TACA, uma excelente companhia aérea com sede em El Salvador.
As 6:40h partimos em nosso segundo vôo, a bordo de um Airbus A 320, com 4:30h de viagem chegamos a Lima, o centro de distribuição de vôos da TACA na America do Sul, conhecido como HUB.
Com uma hora de meia de espera seguimos para nosso vôo mais longo, com 5 horas de duração, também com um A 320 em direção a San Salvador, o HUB da TACA para os vôos que seguem em destino aos países da America do Norte e norte do Caribe. Logo entramos orgulhosos em um avião Embraer A 190 para um vôo muito rápido de 30 minutos ate a Cidade da Guatemala.
Como o próximo vôo estava fora de nossa passagem principal, saímos do aeroporto e voltamos a entrar, por questões de segurança eles pediam o passaporte na entrada do aeroporto, coisa que eu nunca tinha visto antes.
Nos chamou atenção o aeroporto cercado por uma grande muralha, parecia uma grande piscina sem água.
Tínhamos uma espera de 3 horas, mas como nosso vôo atrasou, ficamos pouco tempo esperando.
No embarque, para nossa surpresa, a maior rigidez no controle das bagagens, de uma colega retiraram um artefato que oferecia riscos, um sabonete, segundo a explicação da policial, é muito parecido com explosivo plástico, da minha bagagem também foi retirado um objeto de perigo, uma fita adesiva…
O fato mais curioso foi um colega que recebeu a primeira “geral”(revista) de sua vida, ficou indignado, e o grupo se divertindo com a situação.
Os aviões foram diminuindo, chegou a vez do pequeno ATR 42, com 2 motores a hélice, para nossa surpresa muito seguro e confortável.
O piloto seguiu para posicionar para a decolagem, ele parou bem na cabeceira da pista, olhamos um avião descendo, e vinha e nossa direção, passou a 100 metros de nosso avião, o susto foi grande.
As 19:50h, 24h depois de sair, chegamos ao aeroporto de Santa Helena, estado de Peten, norte da Guatemala. Contratei uma Van para nos levar ao Hotel que ficava a beira do lago Petenitza, na pequena Cidade de Flores, onde eles realizam uma travessia.
Todos gostaram do hotel, alguns com o privilegio de um quarto com vista para o lago.
Flores é uma pequena ilha, onde funcionava um antigo presídio, os últimos presos e os guardas, foram os primeiros moradores da bela cidade que tem uma atmosfera muito agradável, respirando turismo, os mochileiros dominam as ruas.
Eu estive em 2006, quando eu e a Léia fizemos na Costa Rica, um curso de Juiz Internacional de Águas Abertas FINA, nos 7 países da America Central, e as cidades de Flores e Santa Helena eram simples e com pouca infra estrutura. Em 5 anos é impressionante a mudança, com muitos novos negócios, supermercados, e novas estradas.

Dia 15 de maio, domingo.
Acordamos cedo para visitar Tikal, eu não tive problema com isso porque acordei no horário do Brasil, as 4 da manhã, correspondente a 7 no Brasil.
Tikal é a mais importantes das cidades, são 1:15 de Van, desde Flores. Logo na chegada fomos abordados por um guia, o Jesus.
Contratamos o Jesus.
Ele nos salvou, com seu conhecimento.
Ele nos levou as alturas das pirâmides.
Valeu Jesus!
Voltamos por volta das 14:00h, na volta paramos em um excelente lugar para almoçar, com uma bela piscina, na beira do lago, vista para uma montanha com formato de crocodilo, 3 papagaios que ficavam em uma pequena arvore ao lado das mesas eram mais uma atração do restaurante.
Fui até a beira do lago para ver a profundidade e medir a temperatura, um menino puxou uma conversa, logo percebi que a conversa era conhecida, ele disse que vendia artezanias, que o pai dele fazia, acabei comprando 3 chaveiros e 1 brinco, gosto de comprar objetos que tem Historia.
Na volta caminhamos pela Ilha de Flores, em um belo calçadão que eles chamam de Malecón.
Depois fomos dar uma voltinha de “tuc-tuc”, uns triciclos adaptados de motocicletas que eles usam como táxis para pequenos deslocamentos.
Chegamos ate um centro comercial e seguimos a sugestão da colega Evanice, e compartimos uma pizza suprema de uma conhecida rede estadunidense, estava uma delicia!
Estava tudo acertado para que a Van que nos atendeu, nos levasse para o Aeroporto, como todos tinham gostado de passear com o Tuc-Tuc, decidi por dispensar a Van e acertar com uma frota de Tuc-Tuc para nos levar no aeroporto.

Dia 16 de maio, segunda
Na hora combinada, a frota de 6 “tuc-tucs” estacionaram em frente ao Hotel.
A aventura do dia foi a nossa ida para o aeroporto de “tuc-tuc”. Embarcamos, dois em cada, e em alguns minutos estávamos no aeroporto. Foi muito diferente e emocionante também, pois os motoristas de “tuc-tuc” transformam todos os deslocamentos em uma disputa entre eles, a fórmula Tuc-Tuc!
Voltamos a embarcar no ATR 42, de 42 lugares num vôo muito tranquilo de 50 minutos para Cidade da Guatemala. Dentro do avião estavam dois senhores e seus filhos adolescentes, muito simpáticos, pelas roupas era possível ver que eles eram Melonitas ou Menonitas, movimento religioso surgido na Europa na época da Reforma. Esse grupo tem origem na Alemanha, terra dos bisovós dos senhores, os avós nasceram no Canadá e os pais nasceram no México, os adolescentes já nasceram em Belize. Eles tem uma comunidade de 1500 pessoas, vivem da agricultura e pecuária, plantações de milho, criações de frangos, suínos e gado de leite, vivem isolados da população de Belize, tem até escolas próprias. Foram muito simpáticos e ficaram felizes em encontrar com um grupo de brasileiros.
Deixamos as bagagens no hotel e demos uma passada pelo centro da Cidade da Guatemala, visitamos a bela catedral. Em uma conversa com nosso simpático motorista, perguntei o que eram todos os nomes nos muros da catedral, ele disse que era uma homenagem aos mortos nos massacres da guerra civil que devastou a Guatemala, o que me impressionou foram os mesmos sobrenomes nas placas, famílias inteiras foram dizimadas!
Eu e o Osni fomos até o centro da Praça, vimos o Palácio da Cultura, um prédio imponente que não cabe em uma só imagem na maquina fotográfica. Na mesma praça tinha de tudo um pouco, uns adolescentes passeando com 5 cabras, gente vendendo de tudo, um projeto de energia renovável era apresentado a alunos de uma escola. A Guatemala é auto-suficiente em energia e pensa em energia limpa.
Nós imaginamos que países pobres não tem nada a nos ensinar, isso não e verdade, visto na pratica, um exemplo típico é o prédio do Ministério de Turismo da Guatemala é um dos maiores da capital Guatemalteca, em muitos aspectos eles estão melhor que nós!!!
A área central da capital é moderna com muitos prédios modernos, saindo da área central já vira uma típica cidade latinoamericana, simples e com construções antigas.
A capital e arredores tem 6 milhões de habitantes, ¼ dos habitantes do País.
Saímos da capital com destino Antigua, na ida, passamos pelo lago Amatitlán que é um lago vulcânico na parte sul da Guatemala. Situa-se nas terras altas 1248 m acima do nível do mar, a cor do lago era verde, por uma proliferação da algas por excesso de agrotóxico, era um lugar turístico mas as moscas atrapalhavam muito, não deu coragem para almoçar por ali, a Neusa comprou cocada, que estava muito boa. O caminho cheio de curvas, deixou alguns (inclusive) mareados, mas assim que saimos do lago a estrada melhorou muito e as curvas diminuíram.
Chegamos a mais bela das cidade coloniais espanholas da América latina, só comparável a cidade de Cusco no Peru. Antigua é a antiga capital do país, como o nome “antigua” significa antiga, acabou ficando. Eles mudaram a capital de lá porque ela se encontra muito ameaçada pela proximidade com vulcões ativos, principalmente o Vulcão Água e por ironia do destino, o outro grande motivo foi a escassez de água.
Depois de um almoço no Pollo (pronuncia poio) Campero, um grande rede de Fast Food, como o nome e o logo indicam, especializada em frango.
Combinamos um ponto de encontro e saímos para caminhar pela cidade, o primeiro destino foi o mercado de artezanias. A Guatemala é o pais da America Central onde mais se briga por preço, eles tem alguns jargões que logo aparecem:
– tenho um preço especial pra você!
– quanto quer pagar!
Decidi comprar um rede, o valor era 80 dolares, eu não queria brigar pro preço, mas o senhor insistiu tanto que eu ofereci 40, eles disse 60, eu não falei mais nada, ameacei sair caminhando, eles decidiu fazer por 40!
Depois de nossa tranqüila e excelente passagem por Antigua, voltamos ao excelente hotel na cidade da Guatemala.
Uma noite tranqüila, eu ainda acordando no horário do Brasil.

Dia 17 de maio, terça
Às 6:40h da manhã estávamos prontos para seguir para o aeroporto, o hotel nos ofereceu um lanche já que o café começaria a ser servido as 7, nós vimos o café que estava sendo montado, foi com certeza o melhor café que nós NÃO tomamos!
Voltamos ao piscinão (Aeroporto da Guatemala) mais uma geral no embarque, alguém perdeu protetor solar e um creme, a recomendação é que liquidos na bagagem de mão tenham menos de 50 ml e que estejam em um saco plástico zip, sempre peço para não levar nada!
Voamos para San Salvador, nosso sétimo vôo, após 1:40h de espera, embarcamos outra vez em um ATR 42, com destino a Roatan, as 10:40h estávamos desembarcando em nosso destino caribenho, das janelas do avião já era possível ver as águas azul turquesa!
Um pequeno aeroporto com clima de Caribe, a população era uma mescla de indígenas e de Garifunas, grupo étnico cafuzo primariamente estabelecido na costa do Belize e Honduras.
O povo garífuna foi formado pela miscigenação de índios caribenhos e aruaques com escravos africanos, praticamente todo o povo da ilha é bilíngüe, os garifunas tem o inglês como sua língua materna, alguns falam um idioma nativo, o Patuá.
A Van do Fantasy Island já nos esperava no Aeroporto, fomos recebidos com um ótimo Cocktail sem álcool. Em um mal entendido de minha parte, acabamos ficando 1 casal e mais 2 pessoas em um quarto com 1 cama de casal e 2 de solteiro, mas felizmente todos tiraram de letra, mesmo porque eram somente 2 dias.
Na ansiedade de logo mergulhar no mar transparente, eu e o Osni pisamos juntos na água caribenha! Logo vieram os colegas para um banho de mar com uma água que beirava os 25 graus e com uma temperatura externa de 32 graus.
O hotel fica em uma ilhota ligada á ilha maior por uma pequena ponte. A Ilhota aonde está o hotel é linda e se chama Cayo Ezequiel, na região da Ilha chamada de French Harbor.
Cayo é como os caribenhos de origem espana chamam pequenas ilhas, em inglês é Cay.
O Osni pegou o caiaque e deu a primeira volta a ilha, em seguida juntamos os 6 nadadores, com 2 caiaque fomos fazer o que chamei de edição Zero da “Volta Internacional Fantasy Island”, o percurso 1750 metros foi facilmente completado por todos antes de 47 minutos.
A boa janta foi nosso programa da noite, com a satisfação que todos estavam sentindo não tínhamos mais necessidade de fazer nada!
Uma das atrações do hotel era a bela atendente do bar, a Nerisa, não saímos sem pedir a ela uma foto.

Dia 18 de maio, quarta
Eu, a Neusa e a Isaura, acordamos cedo, e fomos dar uma volta caminhando no Cayo Ezequiel, no lado oposto a praia, avistamos 3 macacos, apelidei de macacos cara de gente, eles logo chegam perto, subiam na cabeça faziam carinho e buscavam bichos no cabelo, estava muito acostumados com a presença de humanos.
Alugamos máscara, pés de pato e snorkel, fomos mergulhar na barreira de coral, a segunda do mundo, estava a 50 metros do hotel.
Eu via os barcos com mergulhadores sair, em 5 minutos, já estavam no ponto de mergulho, depois que chegamos na barreira entendemos porque.
É inacreditável a riqueza da vida marinha e a transparência da água. Todo mundo, sem exceções mergulhou, uns foram mais fundo e outros menos, mas todos curtiram muito ficar cara-a-cara com lindos peixes coloridos, lagostas e corais.
Alguns fizeram um vôo panorâmico de ultraleve sobre a ilha e suas praias. Quem fez classificou a viagem de inesquecível.
À tarde a atividade foi sensacional, seguimos com um micro-onibus alugado, que nos levou ate o outro resort para brincar com os golfinhos e depois nadar com eles. Na chegada o Osni, médico, a Neusa e a Isaura enfermeiras, colocaram em prática seus conhecimentos para atender uma mulher que desmaiou, depois descobrimos que ela tinha bebido 2 dry kiri.
Estar em contato com os animais muito expertos e amigáveis foi uma das coisas mais maravilhosas que já fizemos em nossas vidas. Primeiro ficamos com água na cintura, e vimos os truques e pudemos tocar e ser fotografados pelos golfinhos. Em um segundo momento, os que pagaram um pouco a mais, puderam ir para o lugar mais fundo e nadar com os simpáticos animais, uma experiência única na vida, valeu cada centavo do caro investimento.

Dia 19 de maio, quinta
No sexto dia da nossa viagem, estávamos em Roatan o dia amanheceu lindo, com muito sol e calor. Todos fora da cama bem cedinho para aproveitar o mar do Caribe.
Eu e uma colega faríamos um curso de mergulho, mas quando fomos dizer que voaríamos no mesmo dia, fomos impedido por questões de segurança.
No primeiro mergulho dei de cara com uma barracuda, chamei uma colega que me preocupou porque ela chegou muito perto do peixe nada amistoso! Pouco mais adiante dei de cada com um avião no fundo do mar, um dos colegas descobriu mais a frente um navio, bem pertinho do hotel. Foi surreal, estávamos de snorkel e lá embaixo uns 15 ou 20 metros estava o navio e muitos mergulhadores nadando ao seu redor. A água era completamente transparente, ficar sentindo as bolhas dos mergulhadores, foi também uma experiência ímpar!
The dreams is over, estava acabando o sonho que começou há 1 ano traz.

Um dos objetivos era deixar acertado a realização de primeira Travessia para o próximo ano no Fantasy Island, com a simpatia da gerente, deixei tudo acertado para 2012 a realização de uma Travessia, na sexta feira, uma prova de 7000 individual e revezamento com 4 atletas, e no sábado 1750 e 3500 metros.
Deixamos este pedacinho do paraíso, pegamos outra vez o aviãozinho bi-motor que sobrevoou o mar caribenho com destino à El Salvador e depois para Manágua, capital da Nicarágua.
Chegamos tranqüilos a Manágua, no aeroporto achamos no mínimo estranho a cobrança de 10 dolares para entrar no país. Em 2 minutos a Van nos levou até o Hotel.
O hotel de uma cadeia internacional, muito bom, fomos jantar no próprio hotel, uma excelente comida!

Dia 20 de maio, sexta
O sétimo dia começou com o um pequeno atraso da Van que nos levaria em uma das 2 viagens que faríamos via terrestre. O atraso foi compensado com pela simpatia e competência de nosso motorista e guia, o Jairo (em espanhol, Rairo). Embarcamos nossa bagagens em cima da Van, porque não cabiam todas dentro, mas com uma lona plástica ficaram bem protegidas.
Quando os mochileiros estadonudenses chegaram a America Central, se depararam com os milhares de ônibus escolares deles fazendo o transporte publico em todos os países, como a população pobre levava e ainda leva de tudo, porcos, galinhas, papagaios e bicicletas, esses ônibus foram apelidados de Chicken bus! Como nossa Van tinha as bagagem encima, estávamos a moda da Centro Americana. a diferença é que nossa Van era moderna, com ar condicionado e fabricada no Japão.
Demos umas voltas por Manágua, Jairo nos mostrou a parte antiga da cidade, que foi destruída pelo terremoto de 1972, foi um sismo de magnitude 6.2 graus na escala sismológica Richter. Podemos ver que essa parte da cidade é que suja e abandonada pelo poder publico, nem prédio foi construído nessa área desde então, somente casas térreas. Os prédios históricos utilizados como outdoor pelo governo populista também era evidente, mesmo porque não poderíamos fazer fotos do monumentos sem aparecer as propagandas.
Segundo nosso guia, não é permitido reeleição na Nicarágua e o atual presidente disse que vai continuar no poder, isso quer dizer que em outubro vamos ouvir falar da Nicarágua!
O novo centro de Manágua é moderno com grandes cadeias de restaurantes e hotéis, o contraste com a parte antiga era grande. As estradas era ótimas, comparando o padrão das estradas no Brasil, sentíamos a falta de acostamento, como é comum em todos os países aqui, quem quiser parar, para na própria estrada sem constrangimentos.
Uma coisa me chamou a atenção na America Central, os países mais pobres tinham as melhores estradas, nessa viagem eu acho que entendi! Os países que estiveram em Guerra, utilizavam as estradas para o deslocamento, Costa Rica e Panamá tinham as piores estradas, agora com o crescimento tem melhorado muito.
Será que é por esse motivo que o Brasil não tem boas estradas, não estivemos em guerra?
De Manágua fomos para Masaya, para nós brasileiros um pequeno deslocamento, para os Nicas, como são apelidados os Nicaraguenses, uma viagem, já que o país é pequeno.
A principal atração de Masaya é o Mercado de Artezanias, com tudo que é feito de artesanato na Nicaragua, com destaque para peças de madeira.
Guatemaltecos – Chapines
Salvadorenhos – Guanacos
Hondurenhos – Catrachos
Nicaraguenses – Nicas
Costariquenho – Ticos (não é o mesmo que chicos)

Comprinhas feitas, principalmente o presente do amigo invisível, que será revelado na Costa Rica.
Do centro de Masaya, saímos para o sul, direção a Granada. Avistamos o Vulcão Masaya, uma tribo local entregava virgens para acalmar as erupções que eles achavam que era o diabo, hoje no local onde eram feitos os sacrifícios um padre colocou uma cruz para acalmar o “bicho”.
Granada a mais bela das cidades nicaragüenses, uma cidade colonial com belas casas e igrejas, Granada é base para muitos passeios na região, principalmente a Ilha Ometepe, no meio do Lago da Nicarágua, o único no mundo com tubarão de água doce, travessia nem pensar!!!
Deixamos o grupo em um ponto estratégico para caminhar pela cidade, avistei um hotel, fui conhecer, descobri um belíssimo hotel com uma piscina espetacular, certamente ser nossa casa na Nicarágua na próxima viagem.
A principal rua de Granada é a Calzada, a mais rica e a mais chic, uma historia contada pelo Jairo, disse que quando são perguntados onde moram, todos os moradores de Granada dizem que moram na Calzada, mesmo morando bem longe dali…
Como já era hora do almoço, fui a um restaurante, até parecia um bom lugar, mas o atendimento não foi agradável, decidimos por seguir viagem até San Juan Del Sur.
Uma pequena e pacata cidade litorânea, destino de surfistas brasileiros em buscas e boas e diferentes ondas. Jairo nos indicou um restaurante, preços “comodos”, expressão muito usada em toda a América Central, decidimos por ficar. Juntamos eu a Roberta o Osni e a Vitória, decidimos por pedir 3 pratos, filé de peixe, camarão (apanado) a milanesa e lagosta, comemos um banquete pelo valor de R$ 20,00 por pessoa. Eu sempre prefiro juntar um grupo para podermos compartilhar e experimentar todas as comidas. Em todos os lugares alguém vende colares e outras lembrancinhas, dessa vez o simpático vendedor conquistou a clientela, o colar mais bonito foi escolhido pela Teresinha.
San Juan del Sur, certamente estaria incluído em nossa próxima viagem, para o almoço e um banho de mar. Em poucos minutos estávamos na fronteira entre a Nicarágua e a Costa Rica.
Por recentes problemas entre os 2 países, ficaram mais rígidas as regras na fronteira, a fila de caminhões chegava a 10 km, no sentido norte sul, Nicarágua/Costa Rica.
Para nos não tinha fila, mas como os caminhões ocupavam a pista, nosso motorista seguia devagar pela contramão, quando vinha algum carro ele arrumava um espaço entre os caminhões ou, até mesmo seguia pelo matinho da contra mão, mesmo parecendo perigoso, foi relativamente tranqüilo. O motivo das rusgas entre os 2 países é que a Nicaragua fez a dragagem de um rio na fronteira e jogou o aterro em uma área protegida em território TICO!
Uma grande vantagem de não ter exército e armas, é que a Costa Rica se limitou a fazer uma denúncia a um organismo internacional.
O que mais incomodava era a velha “burocracia” latinoamericana, aliada a uma incompetência dos governos e dos agentes públicos. Entra em uma fila aqui, em outra ali, paga uma taxa aqui, o episodio mais incrível é que um guarda tinha que assinar a liberação do carro, depois de ter sido insistente buscado por nosso motorista, foi achado, dormindo atrás do seu escritório…
Ao nosso lado estavam 2 motos da Croácia, eles escreviam os nomes dos países por onde passavam, devem ter desembarcado na Argentina e acabavam de entrar na Nicarágua.
As figuras mais conhecidas nas fronteiras são os agilizadores de fronteira, são pessoas que se oferecem para fazer os tramites mais rápidos, quase sempre dizendo que tem um parente que trabalha na fronteira.
No lado da Costa Rica, não foi rápido, uma senhora tinha que revistar todas as bagagens, demorou, mas seguimos viagem ser revistar nada!
As 19:30h, chegamos ao Hotel Allegro Papagayo, eu pela quarta vez!!!
Apesar de eu ter feito uma reserva 1 ano antes, para que nos pudéssemos ficar no bloco próximo da piscina, nos colocaram um em cada bloco, vou tentar outra vez!!!
Durante a janta começamos a encontrar os amigos deixados nos anos anteriores.
Um de nossos colegas, que por mais que me paguem, não vou dizer o nome, recebeu de um fan Tico, um inusitado “regalito” uma sunga ou tanga como preferirem. Os colegas mais maldosos disseram que a tanga era parecida com a do Gabeira, de crochê…

Dia 21 de maio, sábado
Acordamos cedo para o revezamento, sem querer falar, mas já falando, eu criei essa prova para o organizador, inspirado na Maratona Aquática de Revezamento que realizávamos na Ponta do Papagaio, na cidade de Palhoça em Santa Catarina.
O primeiro nadador seguia de ônibus para o outro hotel da mesma rede que fica no outro lado da Baia de Culebra, os outros 3 componentes das equipes, seguiam de barco.
Entreguei minha encomenda que eram as toucas da competição que foram patrocinadas pela Hammerhead.
Entre os nadadores Ticos, estávamos eu e a Neusa, que seria a primeira atleta da equipe TRAVESSIAS BRASIL. Eu fui no caiaque, como já havia feito no ano anterior. Um mar espetacular, água de 24 a 25 graus, perfeito para nadar. Neusa ficou um pouco ansiosa com tanta novidade, mas logo encaixou as braçadas e seguiu a diante, largou em 5 e entregou a pulseira em na 4 colocação.
Nosso segundo nadador, o Osni, aproveitou a experiência de muitas travessias no currículo e fez um percurso reto, entregando em segundo, sendo que as equipes estavam empatadas.
O Osni subiu no caiaque e seguimos juntos, no caminho vimos uma serpente marinha.
Flavio entrou na água e com a tranqüilidade de um apoio que eu e o Osni estávamos dando no caiaque, abril uma grande vantagem do segundo lugar.
Os amigos da Costa Rica que estavam em segundo, brincavam: – Mucha violência esses brasileñ(nh)os!!!
Uma passagem tranqüila para o Giovani, que nadou muito forte e abril ainda mais da segunda equipe!
Os demais colegas de viagem que esperavam na praia ficaram bem felizes com a notícia.
No primeiro grupo que foi a Costa Rica, a nadadora Estephanie Bender, tinha ficado em segundo lugar, ano passado a Luisa Franco também em segundo, esse ano subiríamos finalmente ao lugar mais alto do podium!!
Logo após a prova fomos para a premiação, escondemos a bandeira da Costa Rica, dentro da bandeira do Brasil, abrimos na hora de levantar o troféu, foi uma surpresa aplaudida por todos!!!
A tarde ficamos na piscina, um dos amigos da Costa Rica queria muito agradar os brasileiros, tentou aprender algumas palavras, a principal dela foi tubarão! Eles repetia exaustivamente,
tubarAo! tubarAo! tubarAo! tubarAo! tubarAo! tubarAo! tubarAo!…rsrsrsrs

Outra curiosidade foi um professor amigo nosso que disse que as mulheres Ticas são como micro-ondas…
A noite fomos dar uma espiada na boate do hotel, ver nossos amigos se acabarem dançando Salsa!

Dia 22 de maio, domingo
Dia das provas de 1500 e 3000 metros – Outro dia muito agradável, bons resultados obtidos pela equipe, 3 primeiros lugares e 2 terceiros.
Logo após a prova, nos encontramos na recepção, para a despedida do confortável Hotel Allegro Papagayo entramos na “buseta”, calma explico! Eta é o diminuitivo, então um pequeno bus, um microônibus, era assim chamado esses veículos!!!
Uma viagem tranquila com o motorista Francisco e seu filho que foi passear. No meio do percurso até San José, um engarrafamento por conta de 2 acidentes, bem diferentes dos nossos acidentes , pequenas colisões traseiras sem feridos, paramos em uma simpático lugar a beira da estrada, uma impressionante gritaria das belas araras que podiam ser vistas em árvores próximo a parada.
Chegada tranqüila a San José, em nosso simpático e familiar hotel, um pequeno aparthotel perto de centro da cidade que tem apartamentos bem amplos, confortáveis, com cozinha completa, e com internet wi-fi free.

Dia 23 de maio, segunda
Décimo dia, pela manhã depois do café da manhã com “gallo (gaio) pinto”, prato de feijão com arroz, típico do desjejum no país, para minha surpresa, banana frita, muito parecida de como fazia minha vó Rita.
As 8:00h Francisco nos esperava para um deslocamento de 2 horas até o mais altos do Vulcões da Costa Rica, O Irazu com 3400m de altitude. Há cinco crateras e em uma delas há um lindo lago cor verde esmeralda. Estava muito frio e todos tivemos que vestir os agasalhos mais pesados que trouxemos do Brasil. Em dias sem névoa de lá de cima dá para ver de um lado o oceano Atlântico e do outro o Pacifico, infelizmente os dias sem névoa são raros e nós não fomos premiados. Nas encostas do vulcão está uma simpática zona rural produtora de batatas e cebolas que aproveita a riqueza e o calor do solo vulcânico da região. Tarde livre e todos foram ao moderno Multi Plaza, o maior shopping da capital.
Um integrante de nosso grupo comprou ano passado uma mala de viagem, e, tentou dizer que era do exército, mas, tinham muitos ursinhos, eu apelidei de exercito de ursinhos, a idéia se contaminou e mais duas da componentes da equipe compraram uma mala do exercito de ursinhos.
Á noite alguns (inclusive) ainda encontraram forças para ir ao som de salsa no bar Observatório. Eu tive a alegria de reencontrar com os amigos Roy e Natalia que tinham passado em Florianópolis em 2010.

Dia 24 de maio, terça
Dia para dormir até mais tarde, era o dia da volta, eu e o Osni fomos visitar o moderno Estádio Nacional, doado pelo governo chinês.
Malas prontas, fomos a um restaurante próximo ao hotel fazer a tradicional revelação do amigo secreto. Como nas nossas viagens anteriores, muitos se emocionaram e houve até quem chorou…(quem chorou, não sei quem fui!!!???)
A Van nos pegou no aeroporto e em 15 minutos estávamos no aeroporto. As bagagens cresceram um pouco com as “incorporações” que foram ocorrendo ao longo da viagem. Além dos troféus, nas compras e presentes teve de tudo: redes, sunguinha, perfumes e outras cositas mas…
As 15:40h horário da Costa Rica, embarcamos para Lima, com um intervalo de 1:40h no melhor aeroporto da America Latina, estávamos embarcando para o Brasil.

Dia 25 de maio, quarta
Faltando uma hora para chegarmos, o piloto nos informa que estava fechado o aeroporto de Guarulhos, tínhamos que desembarcar no Rio de Janeiro, após aproximadas 4 horas de espera, embarcamos em um vôo que não existe, um vôo TACA do Rio para São Paulo.
Na chegada em São Paulo, já tínhamos perdidos todos os vôos para nossas cidades, tentaríamos ajustar as passagens, para o que seria nosso vôo numero 14!!!
As primeira que foram pra casa, no primeiro vôo disponível foram a Isaura e a Neusa, Porto Alegre era o destino. A Teresinha e a Evanice seguiram para Curitiba!
Fui ao balcão da TAM, achamos um vôo de Congonhas, a prioridade foi dada a Roberta (ppne), e ao Osni que tinha que estar as 19h no estádio de futebol próximo ao aeroporto de Florianópolis.
O vôo das 15:40h que estava lotado, por sorte o acumulo de vôos fez a companhia colocar um avião maior, e abriram vagas para todos, acabamos chegando em Florianópolis, 20 minutos antes da Roberta e do Osni.
Para esse grupo, em abril de 2012 tenho programado uma viagem para Grécia e Turkia.
Minha rede sumiu……

Obrigado: Osni, Vitoria, Roberta, Isaura, Giovani, Andréia, Neusa, Flavio, Marcia, Evanice, Teresinha!!!
Obrigado por terem acreditado no projeto e por me darem a oportunidade de compartilhar com vocês a viagem!

Textos de Marcos Pinheiro colaboração de Osni Jacó da Silva
Espero que tenham gostado
Boa leitura e boa viagem!
Marcos Pinheiro

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