maraton guada

México 2011(9ª Viagem)

Viagem Maraton Guadalupano – México
De 7 a 15 de dezembro de 2011
http://maratonguadalupano.com.mx/index.html  

Viagem México dezembro de 2011

Dia 1 – 7  de dezembro – Quarta feira – Primeiro dia de viagem.

Saí de casa as 11:50h dia 7 de dezembro, fui no parque São Jorge em Florianópolis, buscar os amigos Osni e Vitória, depois eu, a Leia , o Marcus Augusto e o Edvaldo seguimos para o aeroporto, passamos no Porto da Lagoa e pegamos a Cristiane. As 14:30h pegamos o voo da tam para Guarulhos, uma turbulência moderada durou pelo menos 20 minutos. Quando o piloto disse, preparar ara o pouso, 1 segundo depois – Uma inesperada arremetida!! Uma forte acelerada e uma subida brusca.
Depois do susto e de mais umas voltinhas ele foi para o pouso, sem antes dar uma forte batida com o trem de pouso no chão!!!!!
Ao fazer o cheking nossos nomes não estavam na lista da LAN, formos informados que o voo era da TAM, pequena falha de comunicação, eu foi logo resolvido.
Chegamos em  Santiago do Chile na hora prevista, as 23:40 embarcamos Cidade do México.

Dia 2 – 8 de dezembro  – Quinta feira – Segundo dia de Viagem
Chegada na Cidade do México as 5:30h, na entrada na aduana mexicana uma de nossas colegas foi escolhida para ser verificado o visto eletrônico , tem dado muito problema porque os brasileiros confundem a palavra apellido, em espanhol apelido é sobrenome, e sobrenome é apelido.
Nos surpreendemos com 8 graus na Cidade do México, como eu tenho uma norma que sempre é passada aos viajantes, levar roupa de banho para o Alasca e Roupa de Frio para o Saara, estávamos todos preparados.
Seguimos para o hotel com um bela caminhonete suburban. O hotel escolhido pela internet, era bom e muito bem localizado no centro da cidade.

Nosso primeiro objetivo era a cidade de Teotihuacan, da famosa  pirâmide do sol.
Poucas pessoas na rua pela manha, posteriormente descobrimos que o comercio abre as 10 e a noite é muito movimentada.
Pegamos o metro, até a ultima estação de uma das muitas linhas do eficiente metro da capital mexicana. De lá, mais uma hora em bus, estávamos, já com 30 graus de calor, na espetacular cidade de Teotihuacan , para gravar o nome era so lembrar do “ teu tio”. Alguns tours custam ate 100 dolares, o nosso custou R$ 20,00. Escolhemos como guia seu HIlário, minha brincadeira foi dizer que ele viveu na cidade 600 anos a.C. Na entrada eu e o Osni compramos um chapéu grande que nos salvou do sol, já naquela altura de 34 graus.  As explicações do seu HIlário, foram espetaculares e hilárias, eu gostei da parte que ele disse que os estadounidenses recebem muitos latinos, principalmente mexicanos em  seu pais, com um objetivo secreto de preparar uma futura invasão na américa latina.
Com palavras dele, “ quem vais nos atacar, não são os gringos, são nossos próprios irmãos, seu Hilario era hilário. Ele só não quis subir na pirâmide, eu e o Osni encaramos o desafio de subir os 260 degraus da segunda maior pirâmide do mundo, a pirâmide do sol.
Por indicação do seu Hilario, fomos almoçar em um dos muitos restaurantes próximos a cidade, o prato principal ninguém quis encarar, larvas de formiga, uma comida razoável por um preço igualmente razoável.
Do restaurante seguimos de Kombi ate ao local de saída do bus e voltamos ao hotel.
Aproveitei para ir de metro ate a estação do sul, onde sairiam o ônibus para Acapulco, achei muito inteligente, as estacoes de ônibus ficam na saída da cidade, 4 grandes estacoes uma em cada estremos, interligadas com o metro, os ônibus de viagem não precisam pegar o transito urbano como acontece em São Paulo por exemplo, de passagem comprada, voltei observando o povo dentro do metro, vendedores tentam vender de tudo por 10 pesos, equivalente a R$ 1,70(reais).
Tentei descer em outra estação, acabei  me perdendo, ao me perder descobri que a cidade ferve a noite, todos na rua, não foi difícil encontrar o hotel.

Dia 3 – 9 de dezembro  – Sexta feira – Terceiro dia de viagem.
Visita a Basílica de nossa senhora de Guadalupe, muitos peregrinos, pois era dia 9, em 3 dias seria o dia mais importante dia para a grande maioria dos mexicanos que São Católicos.
Na verdade não e só uma Basílica é um grande parque com muitas atrações, uma delas é uma estatua gigante do Papa João Paulo II, que no Brasil, dizem que é o papa brasileiro, os mexicanos chamam de “o papa mexicano” !!!
Fomos de van para o terminal de ônibus, uma pequena confusão do horário, pensei que era 13h mas era 12h, foi bom, chegamos na rodoviária a tempo de almoçar.
As 13:20h, embarcamos em uma rodoviária, melhor que muitos aeroportos no Brasil. Logo saímos da área urbana, começamos a descer, deve ser uma das maiores descidas do mundo, foram 6h e 30 minutos descendo, dos 2235 metros de altitude da Cidade do México para Acapulco, no nível do mar. Uma excelente estrada, deixou a viagem muito tranquila.
De taxi fomos para o hotel de entrega de kits, um hotel construído encima das pedras, praticamente dentro d´agua. Bem instalados, fomos para o local da entrega de kits, conheci os  novos amigos mexicanos Lenin e Miguel, tínhamos contato via internet. Conheci também Patrícia e dona Rosa, que organiza eventos master, viagens e vende camisetas, me identifiquei com ela, já fizemos intercâmbios.
Um grande movimento de atletas  e ate uma feira com grande quantidade de produtos a venda.
Uma das camisetas me chamou atenção, dizia assim:
“ prefiro una agua mala que un mala leche” – em português seria mais ou menos:
Prefiro uma agua viva que um “mala”.

Dia 4 – 10 de dezembro – Sábado – Quarto dia de viagem
Eu havia pedido uma cama extra para nosso quarto, a cama não combinava com o padrão do hotel, pela manha expulsei a cama do quarto, coloquei no corredor.
As 6 e 30, estávamos na recepção esperando a carona do Lenin, o destino era a praia de  Caleta , local de chegada da Travessia de 1000 metros.
Caleta era uma praia pequena, os mais de 3000 nadadores deixaram a praia suppper lotada., muitas barracas e cadeiras, sentamos em uma delas, logo veio uma pessoa para cobrar, não era caro. Começaram os anúncios da travessia de um empolgado locutor.
Iniciaram a chamada, os nadadores deveriam ir para um deck, local de saída dos barcos, mais as informações não eram claras e demorou para sair os barcos, posteriormente fiquei sabendo que a marinha segurou a prova pelo vento, a primeira largada, que era pras 8 horas da manha foi dada as 8:50h. Aos poucos as coisas foram normalizando e a cada 20 minutos era dada uma largada.
Saímos da praia as 13 horas e tinha gente indo pro local de largada, que era feito em uma ilha, e os nadadores passavam encima de uma santa colocada no fundo do mar.
Deixamos o primeiro dia de Marathon Guadalupano, com varias constatações,  que o povo de travessia é muito parecido, que os mexicanos comem fruta com pimenta e que muitos nadadores fazem o Marathon Guadalupano para pagar promessa a Virgem de Guadalupe.
Enfim, após algumas dificuldades, todas superadas, a parte da natação foi ótima. Água limpa e quente, mar calmo e sem correntes, parabéns Osni e Cristiane completamos mais uma Travessia Internacional.
Voltamos da travessia em um ônibus local todo colorido tocando bem alto músicas do Roberto Carlos cantando em espanhol. A passagem custa 5 pesos(32 centavos de real) mas a música e todo o conjunto da situação inusitada não tem preço!
A noite fomos ver a atração mais emblemática de Acapulco, uma das viajantes decidiu ficar no hotel.
Os Clavadistas de La Quebrada. Jovens mergulham de uma altura de até 35 metros entre os rochedos em um lugar que a profundidade é em torno de 7 m. Então eles tem que esperar que uma onda maior aumente a profundidade para poder pular lá de cima executando saltos bem elaborados. A imagem ficou famosa quando apareceu em filmes do Tarzã. É imperdível e os meninos são muito corajosos.
Vídeo de um campeonato realizado lá.
http://www.youtube.com/watch?v=jTpqf-TrF8M&feature=related

Quando estávamos em Lá Quebrada sentimos a Rocha tremer, logo pensei que era o efeito de uma onda muito forte, as ondas quebrando nas pedras lá embaixo. Eu fiquei bastante angustiado com mergulhos de 35 metros muito próximos das pedras, pretendo não voltar mais lá.
Nosso simpático taxista nos esperava após o show, ao chegarmos no hotel, a colega que havia ficado no hotel, estava assustada, disse a terra tremeu 40 segundos, exatamente as 19:48h, hora que sentimos a quebrada na terra em La quebrada!!! Com as noticias posteriores,  descobrimos que tinha ocorrido um terremoto de 6,5 pontos com epicentro a 150km de Acapulco, mas que foi mas sentido na cidade do México.
Para os mexicanos parecia uma trovoada, nada de muito importante.

Dia 5 – 11 de dezembro  – Domingo – Quinto dia de viagem
Dia da Travessia de 5000, que na verdade eram 4200m.
Novamente acordamos cedo, não era difícil, porque no Brasil era quatro horas adiantado. As 7 fomos de carona com o amigo Lenin.
O Osni alugou um, foi bem caro, mas era necessário, porque era nossa primeira vez e eram muitos nadadores. Quando peguei o caiaque, vi um detalhe que preferi omitir dos nadadores, mesmo porque sabia que eles não desistiriam por isso, tinham muitas aguas vivas.

A largada masculina foi a mais bonita que eu já vi, 600 nadadores, davam 2 passos e logo começavam a nadar, me emocionei, estar tão longe de casa e poder acompanhar o maior evento da América Latina.
Um dos árbitros da prova me pediu pra sair de perto dos nadadores, eu não concordei com a decisão mas respeitei e sai de perto, os caiaques devem estar bem próximos aos nadares.
Tudo ocorreu de forma muito normal até que nós tivéssemos nadado uns 500 metros, comecei a escutar uns gritos, em um primeiro momento, pensei que eram professores incentivando alunos, mas os gritos ficaram mais intensos, depois pensei que pudesse  ser ataque de algum peixe(pra não dizer tubarão), veio então a resposta, um rio de água vivas, que em espanhol se diz águas malas ou malaguas. Eram muitas e à medida que progredíamos ao lado de uma enorme escarpa foram aparecendo mais e mais, centenas, milhares. Em alguns minutos, o rio virou um mar de águas vivas.
Os nadadores começaram a pedir para sair, os caiaqueiros não tinham muita experiência, eu comecei a ajudar os nadadores a chegar ate nos barcos, muitos barcos grandes e alguns jets acompanhavam a prova e começaram a recolher os nadadores. Um dos jets jogou agua no meu caiaque, e veio uma agua viva, senti como uma agulha, fiquei pensando o que eles deveriam sentir com milhares de agulhas. Após ajudar os mais apavorados, procurei o Osni e a Cristiane(que estava nadando junto com o Osni), eles estavam bem, mais gente pedindo para sair, logo depois vi a Cristiane no barco, fiquei tranquilo.
Encontrei o Osni e fui observando ele por algum tempo, até ver 2 nadadores encima de uma pedra cheia de mariscos, um deles bem apavorado. Cheguei bem perto disse pra eles, esperar a mare encher e pular de barriga, ele criou coragem e pulou, o reboquei ate no barco e tudo certo.
Acelerei o caiaque para voltar a encontrar o Osni, já na curva do costão, virando para a reta final da prova, encontrei o guerreiro todo lanhado pelos tentáculos dos pequenos animais marinhos que fazem tanto estrago.
O mesmo arbitro veio querer me tirar de perto, dessa vez eu falei pra ele:
– Não vou sair, estou salvando os nadadores!!!!!!

Pensei em conduzir o Osni ate a chegada e voltar para ajudar as mulheres que largariam alguns minutos depois, para meu alivio uma pessoa que estava em um barco, disse que a prova feminina tinha sido cancelada, ufaaaaa!!!! O Antonio de Curitiba, outro nadador brasileiro também completou a prova.

O Lenin me perguntou após a prova o que eu achei da prova, eu disse que o problema com as aguas vivas poderia acontecer em qualquer lugar, como já aconteceu com a gente na Praia de Bombas, nos faríamos a travessia da Sepultura para Bombas, mas muitas aguas vivas fizeram mudar o trajeto Para a praia de Bombas.
Falei que as aguas vivas demostraram uma deficiência no aparato de segurança, eles também não tem o Alemão( Evandro ) Edvaldo, Rafael, Alvaro, Rafael, Vitor, Valdinei nossos bravo caiaqueiros.

Conversamos sobre a possibilidade de eu voltar em julho para colaborar com eles em uma prova de 5 km e quem sabe realizarmos uma filial do Reveza 10 em Acapaulco.

Três frases me impressionaram, uma foi eles dizerem que o terremoto despertou as aguas vivas, que a Virgem de Guadalupe mandou uma mensagem para que as coisas tem que mudar.
Em 53 anos nunca tinha acontecido isso sobre aguas vivas.

Um banho na bela piscina do hotel e um almoço na beira do mar e da piscina foram nossa recompensa.

MUITO OBRIGADO(MUCHAS GRACIAS) Ao Lenin, ao Miguel e todos os novos amigos do México, Patrícia, Rosa, Armando!!!
Nos trataram muito bem, como se já fossemos amigos a muitos anos!!!!

As 14:30h saímos do hotel embarcamos para Mérida com escala na Cidade do México.
Ao desembarcar em Mérida fomos pegar o carro alugado, não era o carro que tinha alugado, era um Atos uma carochinha da Hyundai fabricado na índia e vendida no México pela Dodge.
Não cabíamos todos os 5 e as malas, por sorte lembrei que não viajaríamos com as malas, o Osni levou a mochila no colo ate no hotel, onde chegamos em 10 minutos.
Uma noite tranquila no simpático hotel em Mérida.

Dia 6 – 12 de dezembro  –Segunda feira – Sexto dia de viagem
A viagem para Mérida, uma cidade no sudeste do México servirá de base para nossas visitas na Península de Yucatán. Mérida  é a capital e a maior cidade do estado do Yucatã.
Localiza-se no sudeste do país e tem cerca de 800 mil habitantes. É a cidade grande, totalmente  horizontal.

Cedo tomamos “el desayuno” e saímos de minicarro para nosso passeio mais longo, a direção era  Chichén Itzá.
O moço que nos atendeu na locadora de veículos disse que o combustível era suficiente para rodarmos 100 km. Na ansiedade de pegar a estrada, passamos por 2 postos de combustíveis e não abastecemos, por culpa minha. A estrada foi passando e nada de postos, entramos em uma estrada, que um senhor do hotel tinha dito para não seguir por ela, porque era perigosa, chegamos a conclusão que era mais segura que nossa BR 101 duplicada.
A quilometragem foi chegando a 100, eu apavorado e tentado passar tranquilidade pros companheiros de viagem.
Chegamos  em uma encruzilhada,  entrar na autopista ou entra em uma pequena cidade, a opinião ecoava no carro, vamos para a autopista, em teoria deveria ter mais postos, eu pensei, em uma cidade pelo menos teríamos como pagar alguém para levar ate um posto mais próximo, já que eu tinha sido o culpado da adrenalina, decidi tirar(tentar) da possível enrascada. Entramos na minúscula cidade de Kantunil, a primeira pessoa que perguntamos era um adolescente que não sabia nada de nada, logo depois paramos em uma vendinha, o senhor disse que voltássemos uma rua e na segunda a direita encontraríamos gasolina, mais uma pessoa, um caçador com sua espingarda de bicicleta, disse que o posto da cidade era na casa verde.
Uma casa simples com um senhor muito simpático guardava gasolina em bombonas de agua mineral, compramos 10 litros que nos deixaria chegar tranquilamente no próximo posto.  Uma de nossas viajantes viu muitos pés de laranja, perguntamos se ele podia nos vender algumas, ele pediu para esperar, 10 minutos depois ele voltou com umas 10 laranjas, não quis cobrar, nos demos uns pesos pela gentileza.
A foto do abastecimento não foi deixada pra traz para marcar esse momento especial da viagem.
Seguimos viagem, o odômetro marcava 105 km, muitas casas bem simples ainda originarias dos maias, de estuque e teto de palha, eram habitadas por famílias humildes.
Voltamos e entramos na autopista, logo vimos uma placa, posto de combustível a 34 km, ufa!!!!

As 12 badaladas da fome já nos tentava, passamos pela pequena cidade de Piste, não resistimos a franguinhos assados em um pequeno restaurante, era tudo eu estávamos querendo e precisando, frango, arroz e pão, a moça pediu desculpas por servir somente uma rodela de tomate para cada pessoa, porque o tomate estava racionado, pagamos 3 dólares pelo simples banquete inesperado.

A chegada a Chichén, apelido da cidade Maia de Chichén Itzá, talvez a mais espetaculares e preservadas das cidades maias.
No México os deficientes não pagam para entrar nos lugares histórico e de cultura, podemos ainda deixar um documento e pegar uma cadeira de roda, possibilitou a Roberta, minha prima que foi conosco, a possibilidade de conhecer muitos lugares.

Chichén Itzá  é uma cidade arqueológica maia que preserva várias estruturas  entre elas, as que chamam mais  a atenção são a pirâmide e a Praça das Mil Colunas. A pirâmide foi provavelmente o último e  mais grandioso templo da civilização maia.
Desta vez não demos sorte com o guia, ele sabia muito, mas despejava informações como uma metralhadora e no mesmo tom.
As informações que mais nos chamou atenção eram sobre o que acontecerá em 2012, sobre esse tema vou tentar escrever um texto, provavelmente foi no observatório de Chichén Itzá  que foram realizados os estudosdo calendário maia.
Ele fez uma diferenciação sobre pessoas descendentes de maia e os descendentes de asteca, relacionava os assassinatos na Cidade do México e no norte do México aos astecas.

Visita feita, pegamos estrada para Tulun, passamos pela bela cidade de Valladolid.
Tulun era a única cidade que eu não reservado hotel, tinha uma referencia da Regi, que era:
Duas quadras antes da praça a esquerda.
Chegamos direto no local, fui em 2 hoteis, em um deles fui mal atendido, acabamos fincando em um pequeno Hotel temático, com o nome dos quartos com números maia.
Durante a viagem ate Tulun comentamos que comer peixe seria a pedida da noite.
Caminhamos pela vibrante avenida, praticamente a única deTulun, encontramos um restaurante e um garçom muito simpático, quando pedimos peixe ele disse que tinha acabado de chegar, trouxe 2 belos peixes bem frescos, para eles um dourado, parecido com o nosso olho de boi.
Nachos com frijoles fritos e guacamole completavam nosso cardápio com os 2 peixes grelhado na chapa. O Osni disse que se materializou o peixe que ele estava sonhando.

Dia 7 – 13 de dezembro  – Terça feira  – Sétimo dia de viagem
A rotina de acordar muito cedo, desta vez não foi tão ruim, sai para correr, o objetivo era chegar na praia, fui perguntando para as pessoas, todos diziam que era bem perto, logo ali, corri meia hora , para minha frustração não cheguei na praia, os tolunenses,(mineiros), não tinham noção da distancia, dei meia volta, como recompensa foi ver 2 arco-iris!!!!
Parte da corrida foi feita em uma ciclovia espetacular, com ponto de ônibus com estacionamento para bicicletas. Os trabalhadores seguiam para o trabalho de bicicleta.
Na hora do café, um simples e simpático lugar ao lado do hotel, nos fez sentir em casa!
Despedida de Tulum, regado a café, croissants com ramon e queso.
Seguimos para a praia, varias pousadas e hotéis a beira mar, simplesmente espetacular, paramos em um deles para tomar agua de coco.
As ruinas maia de Tulum era nosso objetivo, são as mais bem localizadas, a beira mar. Segundo umas explicações que ouvimos, maia remavam ate a Guatemala , 400 km, tinham um intenso comercio marítimo. Uma escadaria leva ate a praia, não resisti, nadei minha travessia, ate uma boia, peguei um jacaré e levei um pacote, serviço completo.

Tulum em maia significava barreira ou parede pois a cidade encontra-se rodeada por uma muralha de proteção. Quando os espanhóis chegaram ela ainda era habitada, mas depois foi abandonada por volta do ano 1600.

Atualmente, milhares de turistas visitam as ruínas de Tulum diariamente. De fato, trata-se de uma possibilidade muito boa de ter uma ideia dos costumes e estilo de vida do povo que ali viveu. A paisagem do mar do caribe que se vê das partes mais altas das ruínas é magnífica.

Dali saímos em busca de um Cenote, pois queríamos experimentar a sensação de mergulhar em um deles. Os Cenotes são grutas na rocha calcarea que têm pequenos poços de água doce alimentados por rios subterrâneos. Achamos o cenote 2 olhos, nada melhor depois de uma viagem cansativa que um mergulho nas águas completamente transparentes e frias de um Cenote. É como mergulhar em um aquário. Os maias praticavam um ritual grotesco que consistia em jogar pessoas dentro de cenotes e os que sobreviviam eram considerados de linhagem sagrada. Sobrevivemos todos!
Poucos quilômetros a frente estava o Parque Xcaret , fiquei com vontade de trazer meu filho neste parque.

Depois resolvemos dar uma esticadinha e fomos um pouco mais ao norte até a belíssima Playa Del Carmen, uma visão impressionante, os prédios da Ilha de Cozumel, que esta a 19 km da praia era possível ver desde o segundo andar, porque a curva da terra começa em 9 km.
Para completar a viagem, fomos ate Cancun, badalado balneário, fina no extremos sudeste do México. Uma breve visitar pois já anoitecia, colocamos gasolina, para entramos na autoestrada com o tanque cheio.
Paramos no que parecia ser uma confeitaria, com alguma resistência de um dos viajantes, pois o lugar não tinha cara de restaurante, para nossa surpresa, talvez tenha sido a melhor comida de toda a viagem.
Entramos na autopista logo vimos uma placa próximo posto de combustível 80 km, ufa!!!
Uma estrada excelente, são 300 km de uma reta só, as únicas curvas são os policiais…..

Depois de percorrer mais de 800 km em dois dias voltamos para Mérida muito cansados, mas, mais experientes e cultos.

Todos os textos tem a colaboração do Osni.

Dia 8 – 14 de dezembro  – Quarta feira – Oitavo dia de viagem
Mudar o destino, isso e sempre delicado, hoje sai do hotel em Merida para isso.
Foi facil, mudei nossa passagem para as 12 25h.
Tentamos visitar o museo Frida Calo, mas infelizmente naquele dia estava fechado, mudamos o rumo para o mercado de artesanato e espetacularrrr, pecas muito bonitas.
A comida é que não foi boa, comi um frango com chololate. A fome da noite me levou a um restaurante perto do hotel, comi asinhas de frango com muiiiita pimenta.

Dia 9 – 15 de dezembro – Quinta feira – Nono dia de viagem
Um hotel de executivos, eu com meu uniforme de executivo de beira de praia, bermuda, agasalho do Brasil, camisa de Travessia.
Os maleteiros tem preconseito, sabem que as gorjas devem ser menores!!!
Vou despertar o grupo as 8:15h, para entramos no museu as 9 da manha.
Vamos fazer uma corrida, eu vou de metro e eles de taxi, quem chegara primeiro…
Apos uma foto da largada, sai correndo, 59 minutos depois eu estava na porta do Museo de Antropologia, eles ja estavam, levaram 40 minutos.
Nosso ultimo compromisso em terras mexicanas, o museo se demonstrou espetacular, com muitos destaques, como a Lucy, um fóssil de Australopithecus afarensis de 3,2 milhões de anos, descoberto em 1974 pelo professor Donald Johanson e pelo estudante Tom Gray em Hadar, no deserto de Afar, na Etiópia quando uma equipe de arqueólogos fazia escavações. Chama-se Lucy por causa da canção “Lucy in the Sky with Diamonds” da banda britânica The Beatles, tocada num gravador no acampamento, e por a terem definido como uma fêmea.
Tambem a estatua do deus da chuva, que no dia de seu transporte ate no museo, contrariou a previsao do tempo e aconteceu um temporal no Mexico.
Só conseguimos ver a parte de baixo, o segundo andar fica pra proxima.
Na volta do museu passei rapidamente pelo Zocalo, marco zero da cidade.
Voamos tranuilos ate Santiago do Chile.

Dia 10 – 16 de dezembro  – Sexta Feira – décimos dia de viagem
9 voos e 4 companhias aéreas diferentes, as 17 horas pousamos em Florianópolis.

Um agradecimento a Roberta, a Cristiane, o Osni e a Vitória que acreditaram nessa ideia das viagens para Travessias.

Nos vemos nas praias do mundo!

Marcos Pinheiro



O que esta incluído:
– Passagem Brasil – México – Brasil
– Passagem – Cidade do México – Mérida – Cidade do México
– 2 noites de Hotel na Cidade do México
– 2 noites de Hotel em Acapulco
– 2 noites de Hotel em Mérida
– 1 noites de Hotel em Tulum
– Todos os Transfers

Confirmados:
1 – Osni
2 – Vitória
3 – Cristiane
4 – Roberta
5 – Marcos Pinheiro

PC120214 - Chichen Itza

Marcos Pinheiro
mp@travessias.com
48 9962 3748

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